\n'; document.write(barra); } } changePage();

Ataques de Evangélicos a Nossa Senhora
Enquanto
fazia um zapping na tv numa manhã fria de sábado (dia em que
a exibição de programas evangélicos virou moda), fui chamado à atenção
por um pastor que, de maneira eufórica, admoestava seus fiéis a cumprirem as
ordens do Senhor Jesus, dispostas nas Sagradas Escrituras. E, para reforçar sua
exortação, citava trechos do evangelho de São João a uma platéia que se
manifestava satisfeita, aplaudindo-o volta e meia, à medida em que o pregador
mudava o tom de voz. Este, impulsionado pela assembléia, repetia entusiasmado a
frase de Cristo: "Vós
sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando"
(Jo 15,14).
Então,
comecei também eu a meditar nas repetições do pastor: "Vós
sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando",
de modo que, subitamente, me veio à memória uma ordem de Jesus ao "discípulo
que Ele amava", que está contida no mesmo evangelho que o pastor lia:
"Depois
disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a
tomou para casa" (Jo
19,27).
Ora, Jesus,
em meio a seus tormentos na Cruz, pede ao autor do evangelho utilizado pelo
pregador - São João - que tomasse Maria como sua Mãe. E João, lembrando-se
do que Jesus havia dito anteriormente (e que, com insistência, repetia o pastor
no culto da tv): "Vós
sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando"
(Jo 15,14), não ficou indiferente. Ele mesmo dá testemunho que, a partir
daquele momento, acolhe Maria como Mãe em sua casa.
Sejamos
sinceros: hoje em dia, quem é que obedece as palavras de Jesus? Que Instituição
Religiosa faz o que Jesus manda? Qual Igreja Cristã acolhe Maria como Mãe? A
Assembléia de Deus? A Congregação Cristã? A Igreja Universal do Reino de
Deus? Não! E o caro leitor sabe bem disso! Sabe também que, há vinte séculos,
é a Igreja Católica quem corresponde plenamente o pedido do Senhor, fazendo
parte das gerações que proclamam Nossa Senhora como
"Bem-Aventurada", preditas em Lc 1,48.
Mas, e quanto às Igrejas Evangélicas? Obedecem plenamente todas as ordens do Senhor, ou apenas aquelas que lhes convém?
De qualquer
forma, recordemos alguns ataques por parte de "evangélicos", à Mãe
de Jesus, que nos levam a refletir sobre a obediência a todas as palavras de
Jesus de Nazaré:
No dia
15 de maio de 1978, Rogério Marcos de Oliveira, na época com 19 anos,
acompanhou uma pregação do pastor de uma Igreja Pentecostal do Município
Paulista de São José dos Campos. O tema do fervoroso culto era sobre a Mãe de
Jesus. Não pense, o prezado internauta, que o pregador motivava seus fiéis a
imitarem o Anjo Gabriel, que chamou Maria de "Cheia
de Graça" (Lc ,28), ou ainda à
Santa Isabel, que se julgando indigna de receber a Virgem Santa em sua casa, a
proclama "Bendita entre as
mulheres" (Lc 1,42). Não! Não
era este o tom do culto: o pastor motivava sua platéia a quebrar quaisquer
imagens sacras que possuíssem, principalmente as de Nossa Senhora Aparecida
que, segundo ele, seria um instrumento de Satanás.
Pois
bem, o tal jovem ficou tão transtornado com a pregação anti-mariana que,
naquela noite, segundo ele mesmo, teria recebido "um
aviso de Deus", num sonho, em que
deveria quebrar a Imagem original de Nossa Senhora Aparecida, que ainda estava na Basílica
Velha.
No dia
seguinte, 16 de maio de 78, acordou bem cedo e seguiu decidido para a Cidade de
Aparecida do Norte. Chegando à Basílica, permaneceu debaixo de nicho até o
entardecer quando, quebrando o vidro de proteção, retirou a Imagem,
reduzindo-a a 165 pedaços. Os romeiros, presentes neste momento na Basílica,
gritavam perplexos: "Herege! Herege!"
Os cacos
foram levados para o Museu de Arte de São Paulo, onde a imagem foi restaurada
pelos artistas Pietro Maria Bardi e Maria Helena Chartuni. Ela voltou à cidade
num carro do Corpo de Bombeiros, seguida por um grande cortejo de fiéis, no dia
19 de agosto.
Rogério
Marcos não foi preso, pois constatou-se insanidade mental.
Infelizmente,
o triste episódio não foi o único. E o que vemos na maioria das Igrejas
Pentecostais, em relação à Nossa Senhora, é um sentimento estranho, que
mistura hostilidade e até mesmo ódio pela Mãe de Deus.
Um
exemplo bem claro deste enorme repúdio "evangélico" a Maria pôde
ser assistido - com indignação - na madrugada do Feriado de Nossa Senhora
Aparecida em 1995, durante a exibição de dois programas da Rede Record de
Televisão: "O Despertar da
Fé" e
"Palavra de Vida".
Nesta ocasião,
o bispo Sérgio Von Helder, da Igreja Universal do Reino de Deus, movido por um
forte sentimento de ira, deu socos e pontapés numa imagem da Padroeira do
Brasil, enquanto blasfemava com uma voz rouca (tradicional nos pastores da
IURD).
Seja
sincero, prezado amigo: não lhe parece estranho que pessoas com tal destempero
emocional se apresentem em verdadeiros espetáculos teatrais nas noites da TV,
vestidos de branco e dizendo estar expulsando os "encostos", se antes
parecem estar influenciados por ele?
Veja nas
reproduções a seguir, qual foi o tom do "Santo" Culto, televisionado
pela TV Record, no dia 12 de outubro de 95:
|
|
"Isso não funciona! Ela é feia, é preta, não tem valor no mercado." |
|
|
"Isso aqui não é santo coisa nenhuma e não pode fazer nada por você!" |
|
|
"Será que Deus pode ser comparado com um boneco desses? Tão feio! Tão horrível! Tão desgraçado!" |
|
|
"Ela só serve para atrapalhar os negócios!" |
O líder da
Igreja Universal veio a público, dias após, para pedir desculpas em nome da
Instituição Religiosa que fundou. Edir Macedo sustentou que a responsabilidade
do fato era exclusivo do bispo "chuta-santa".
Particularmente,
não acho que as desculpas foram sinceras, por perceber que o ato de agredir uma
imagem católica em rede nacional não deve ter sido uma idéia exclusiva de Von
Helder, afinal, a imagem utilizada no insulto tinha quase um metro de altura. E
ninguém, mesmo que católico, costuma carregar uma imagem destas dimensões com
tanta facilidade. Foi preciso preparar a pauta, organizar o ambiente com antecedência.
Por isso, é quase óbvia a interferência da IURD na autoria do atentado
religioso.
Seja como
for, a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo foi unânime: confirmou a
sentença de primeira instância que condenou Sérgio Von Helder, a dois anos de
reclusão por incitação à discriminação e ao preconceito religioso e também
por crime de vilipêndio à imagem religiosa, pena que foi cumprida em regime
aberto. Não obstante, o pseudo-bispo escreveu um livro ironizando o acontecido:
"Um chute
na idolatria", da
Ed. Universal Produções, em que compara a imagem da Imaculada Conceição a
demônios e à ídolos de deuses pagãos do Antigo Testamento.
Não pense,
o caro leitor, que se trata de fatos isolados. Sabemos que não é. Por exemplo,
uma Igreja Presbiteriana pentecostal, no Paraná, realiza retiros fortemente
marcados pelo sentimento de ira contra à Mãe do Senhor. Nos tais encontros "Deus
é Tremendo",
Nossa Senhora Aparecida, quando não recebe o nome de "Cida" pelos
pregadores, é chamada de "Demônio Aparecida". De início, os
encontristas precisam responder a um questionário. Numa das questões, devem
dizer se visitaram ou não a Basílica Nacional de Aparecida. E, mesmo que nunca
tenham ido, são incitados a renunciar a Mãe de Jesus, numa atitude
completamente contrária à Sagrada Escritura, que ordena àqueles que se
consideram "discípulos amados" a receber Maria como "Mãe",
no já citado trecho do Evangelho (Jo 19,27).
São Pedro já
nos alertava sobre os que blasfemariam contra as Glórias: "Atrevidos
e presunçosos, esses homens não hesitam em blasfemar contras os seres
gloriosos, ao passo que as glórias, embora superiores em força e poder, jamais
proferiram contra eles nenhum julgamento blasfemo na presença do Senhor" (2Pe
2,10). O que os motiva blasfemar contra Nossa Senhora, a Mãe do Senhor, que já
está na glória, é o fato de desconhecerem aquilo que tão veementemente
atacam. E São Pedro, o primeiro papa, já nos dizia acerca disso também: "Esses
homens, como animais irracionais (...) insultam o que não conhecem e vão
perecer com a mesma destruição, recebendo a injustiça como salário de sua
injustiça." (2pe
2,11).
Termino por
aqui minhas considerações, apenas fazendo ecoar a voz daquele pastor do
programa matutino de sábado:
"Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu
vos mando"
(Jo 15,14). E o que Jesus nos manda, em relação à Virgem Santíssima,
é:
"Eis aí tua mãe!"
Estamos dispostos a
obedecê-Lo?
No amor de Deus e na amizade de Maria,
Fábio Alexandro Sexugi